15
set
Iniciativa leva demandas urgentes ao debate eleitoral amapaense.
Com os impactos da crise climática cada vez mais presentes nos territórios amapaenses, o Instituto Mapinguari decidiu transformar vivências cotidianas da juventude periférica em incidência política. A partir do programa Juventudes pelo Clima, Território e Alimentação, foi criada a Agenda de Prioridades Políticas, um documento propositivo para pressionar as candidaturas aos cargos executivos e legislativos nestas eleições.
A Agenda foi elaborada a partir de uma pesquisa participativa realizada com estudantes de escolas públicas de Macapá e Santana. O diagnóstico, lançado no Festival Amazônia Terra Preta 2026 e disponível no acervo digital do Instituto, conectou problemas como alagamentos nas baixadas, encarecimento dos alimentos na feira e falta de infraestrutura nos bairros e nas escolas com o racismo ambiental e a crise climática mundial.
As prioridades apresentadas pelos jovens foram transformadas em 5 compromissos concretos, alinhados às atribuições de cada cargo pleiteado nesta eleição. A Agenda de Prioridades Políticas está sendo enviada diretamente às assessorias e lideranças políticas que disputam o pleito deste ano. A proposta é que cada candidatura assuma esses pactos públicos com a melhoria da qualidade de vida nas periferias.
Candidatos e candidatas que desejam firmar compromisso público com a juventude e a justiça climática no Amapá podem preencher o formulário oficial no link abaixo. As candidaturas comprometidas serão divulgadas em nossos canais oficiais como forma de dar transparência ao eleitorado.
CLIQUE AQUI E ACESSE O FORMULÁRIO!
Confira as 5 demandas mais urgentes apontadas pelas juventudes:
| Prioridade | Compromisso |
| Nossos territórios precisam estar preparados para enfrentar a crise climática | Implementar a obrigação prevista na PECISA de criar o Plano Estadual de Adaptação, articulando água segura, saneamento, drenagem, resíduos, Defesa Civil e saúde, com metas territorializadas para reduzir vulnerabilidades climáticas. |
| Comida de verdade na mesa dos amapaenses | Implementar e financiar a PEAPOS e usar compras públicas, assistência técnica e alimentação escolar para ampliar a produção agroecológica, a diversidade da dieta, a renda local e a soberania alimentar do Amapá. |
| Trabalho digno, renda e futuro sustentável para as juventudes | Construir uma estratégia estadual de emprego e renda para as juventudes que combine qualificação, inserção produtiva, trabalho digno e desenvolvimento de cadeias sustentáveis, com indicadores de qualidade do emprego. |
| Escolas resilientes | Transformar progressivamente as escolas públicas em ambientes de resiliência climática, articulando infraestrutura segura, conforto térmico, água e saneamento, arborização, alimentação regional e agroecológica, educação socioambiental, proteção integral e participação estudantil. |
| Proteção dos modos de vida tradicionais | Proteger rios, igarapés, manguezais, zona costeira e territórios tradicionais como estruturas da resiliência climática do Amapá, fortalecendo pesca artesanal, sociobiodiversidade, gestão participativa das águas e participação efetiva dos povos e comunidades nas decisões que afetam seus modos de vida. |